Flávio faz primeiro ato de campanha com público reduzido em Copacabana e bandeiras dos EUA após tarifaço de Trump
(OHF) — O senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente sua campanha à Presidência da República neste domingo, 16, com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A escolha do local reforçou a estratégia de associar sua candidatura à trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que transformou a região em um dos principais palcos de mobilização de seu movimento.
Flávio subiu em um trio elétrico por volta das 11h30, acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e da esposa, Fernanda Bolsonaro.
O senador usou um colete à prova de balas durante o ato, após receber ameaças de morte.
Em seu discurso, Flávio concentrou as críticas e propostas em temas como segurança pública, economia e política externa.
O candidato afirmou que o Brasil teria “perdido soberania” sobre aspectos da vida cotidiana e prometeu classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), além das milícias, como organizações terroristas caso seja eleito. Ele também criticou a política de segurança do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na área externa, Flávio afirmou ser o único capaz de negociar com Estados Unidos, China, Israel, países do Oriente Médio, Índia e Argentina.
Ao abordar a situação econômica do país, o senador criticou o governo Lula pelo endividamento das famílias, pelo preço dos alimentos e pela carga tributária. Também prometeu reduzir gastos e cargos públicos, além de voltar a citar casos de corrupção, entre eles as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O cenário do ato também chamou atenção. Bandeiras dos EUA e de Israel foram vistas próximas ao trio elétrico, enquanto apoiadores vestiam predominantemente as cores verde e amarelo. A presença de símbolos nacionais americanos ocorre em meio à forte tensão nas relações bilaterais entre Brasília e Washington, após o governo do presidente Donald Trump impor tarifas e outras medidas hostis contra o Brasil.
Apesar da mobilização, o público foi considerado reduzido em comparação com grandes atos bolsonaristas realizados anteriormente. O portal Metrópoles informou que aliados de Flávio, entre eles o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), minimizaram a presença e argumentaram que o evento deveria ser tratado como um comício, e não como uma manifestação de massa.
Assista abaixo:
