EUA dizem que seu domínio nas Américas ‘nunca mais será questionado’ e citam captura de Maduro como ‘sinal’

(OHF) — O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta terça-feira, 11, um vídeo em defesa da Doutrina Monroe e afirmou que o “domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.

A peça, divulgada nas redes sociais do órgão, apresenta a política histórica como fundamento para a atuação de Washington nas Américas e destaca ações recentes do governo de Donald Trump na região.

Narrado pelo embaixador dos EUA no Panamá, Kevin Marino Cabrera, o vídeo relembra a declaração do presidente James Monroe, em 1823, e aborda diferentes episódios de intervenção americana no continente. Assista abaixo:

Entre os exemplos citados estão a atuação de Washington durante a Crise dos Mísseis de Cuba e, mais recentemente, a operação militar que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

A publicação reforça o caráter intervencionista adotado por Trump e pelo secretário Rubio no Hemisfério Ocidental. Em 3 de janeiro, após a operação contra Maduro, o atual presidente americano afirmou que a ação representava uma atualização da política formulada no século XIX.

Na ocasião, Trump também fez referência ao que chamou de “Doutrina Donroe”, uma combinação de seu sobrenome com o de James Monroe.

A Estratégia de Segurança Nacional da atual Casa Branca, divulgada no ano passado, formalizou a prioridade atribuída ao Hemisfério Ocidental ao estabelecer que os EUA devem “reafirmar e fazer cumprir a Doutrina Monroe” para restaurar a preeminência americana na região.

O documento também prevê medidas para impedir que potências externas estabeleçam presença militar ou controlem ativos considerados estratégicos nas Américas.

Em sua formulação original, a Doutrina Monroe defendia a oposição à expansão colonial e à intervenção europeia no continente americano.

Nas décadas seguintes, porém, sua interpretação foi ampliada por diferentes governos dos EUA e passou a ser utilizada para justificar intervenções mais abrangentes de Washington na América Latina, incluindo no Brasil.

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