PF encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro

(OHF) — A Polícia Federal (PF) encontrou o que considera ser uma sala secreta com uma máquina de contar dinheiro em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília, utilizado por empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A descoberta ocorreu em agosto, durante uma investigação no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informações divulgadas na quarta-feira, 21, pelo jornal O Estado de S. Paulo, o compartimento foi localizado após uma denúncia anônima.

Escondida atrás de um painel de madeira, a sala tinha uma porta aparentemente blindada, prateleiras, malas e uma máquina de contar cédulas. Nenhum dinheiro foi encontrado no local. Assista abaixo:

A PF suspeita que o espaço possa ter sido utilizado para armazenar valores em espécie e solicitou o aprofundamento das investigações.

A defesa de Willer confirmou a existência da sala e dos equipamentos, mas afirmou que a estrutura é destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores que são clientes das empresas de aviação do advogado.

Segundo a defesa, os equipamentos são compatíveis com essa atividade lícita, e a suspeita de armazenamento de dinheiro de origem ilegal é infundada.

O hangar foi alvo de buscas e, na ocasião, a PF também apreendeu quatro aeronaves de empresas ligadas ao advogado.

Willer e Flávio também são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A investigação teve origem em apurações sobre movimentações financeiras suspeitas e a possível utilização de casas de apostas para a circulação de recursos.

Entre os dados analisados pela PF estão e-mails que indicariam que Flávio foi cadastrado como usuário master de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, ligada a Willer Tomaz.

O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

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