27 partidos, incluindo PL de Flávio Bolsonaro, reconheceram vitória de Lula; apenas um não se manifestou

(OHF) — Vinte e sete partidos políticos reconheceram publicamente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições deste ano. Leia a relação completa no fim da reportagem.

Entre as legendas está o próprio PL, partido do senador e candidato derrotado. Até esta sexta-feira, 30, apenas o Mobiliza — que não tem representação no Congresso Nacional — não havia se manifestado sobre o resultado.

O levantamento, divulgado pelo g1, considera manifestações oficiais das siglas, notas públicas e declarações de dirigentes. A relação reúne 29 dos 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem incluir o PT, partido do presidente reeleito.

O reconhecimento também partiu de legendas que apoiaram Flávio no segundo turno, como União Brasil, Republicanos e Podemos. O MDB, que teve seus diretórios divididos durante a campanha, também reconheceu o resultado das urnas.

O PL, presidido por Valdemar Costa Neto, publicou uma manifestação reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE, embora tenha defendido que os questionamentos levantados durante o processo eleitoral sejam esclarecidos.

A posição da legenda contrasta com a de Flávio, que contestou publicamente sua derrota e divulgou uma carta de teor golpista na qual se autodenominou, inicialmente, “verdadeiro presidente do Brasil”.

O reconhecimento da vitória de Lula pelas legendas não representa, necessariamente, apoio ao próximo governo. Parte dos partidos declarou que continuará na oposição e fará críticas à administração petista.

Partidos que reconheceram a reeleição do presidente Lula: Agir, Avante, Cidadania, Democracia Cristã (DC), Democrata, MDB, Missão, PCB, PCdoB, PCO, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PRTB, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PSTU, PV, Rede Sustentabilidade, Republicanos, Solidariedade, União Brasil e UP.

O partido Novo, alinhado ao bolsonarismo, adotou uma posição contrária ao reconhecimento da vitória e questionou a legitimidade do processo eleitoral, alegando que o Brasil não seria uma democracia.

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