Willer pagou para ocultar relação com Flávio; ambos são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro

(OHF) — O advogado Willer Tomaz pagou R$ 9 mil por serviços destinados à remoção ou à desindexação de 12 links de reportagens que o associavam ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), segundo informações identificadas pela Polícia Federal (PF) em mensagens e documentos apreendidos.

De acordo com o relatório da corporação, os conteúdos incluíam reportagens sobre a relação entre os dois e uma disputa envolvendo uma mansão, além de encontros de Flávio com operadoras de cassinos em Las Vegas.

Uma planilha encontrada pelos investigadores registrava os links como removidos.

Tomaz nega ter tentado ocultar sua relação com o senador. Segundo sua defesa, a iniciativa consistiu em uma ação judicial contra o Google para desindexar conteúdos antigos e desatualizados, e não em uma tentativa de retirar reportagens dos sites de notícias.

O advogado também afirmou que nunca tentou esconder sua amizade com Flávio.

Os dois são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas a operações envolvendo plataformas de apostas on-line.

A investigação também examina movimentações financeiras e possíveis vínculos empresariais entre Flávio e o advogado.

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