Flávio Bolsonaro fez safári na África do Sul com investigados por fraudes no INSS
(OHF) — O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de uma viagem à África do Sul, em março de 2025, que incluiu um safári com o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz.
Os dois últimos são investigados pela Polícia Federal (PF) no caso das fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Uma fotografia da viagem, divulgada pelo jornal O Globo e posteriormente detalhada pela revista piauí, mostra Flávio, Weverton e Willer durante o safári.
Segundo a publicação, a imagem foi compartilhada em 10 de março de 2025 em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”, formado pelos três e suas respectivas esposas.
O material foi obtido pela PF a partir do celular de Weverton Rocha, apreendido durante uma etapa da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS. A viagem ocorreu semanas antes de o caso ganhar repercussão pública, em abril de 2025.
Além de Weverton e Willer, o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos, também aparece em registros relacionados à viagem e participava do grupo de WhatsApp. Ele foi alvo de pedido de indiciamento no relatório final da CPI da Covid, em 2021, por suspeitas relacionadas à VTCLog, empresa da qual é sócio.
A comissão apontou, à época, possíveis irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (PL), incluindo suspeita de superfaturamento de R$ 17 milhões. Não houve responsabilização criminal.
Willer Tomaz é apontado pela PF como suspeito de atuar como operador financeiro de um grupo investigado por fraudes na Previdência.
Em nota, Flávio afirmou que a relação de amizade entre as famílias é legítima e declarou que qualquer tentativa de associar a viagem a irregularidades seria uma “mera ilação”.
Weverton afirmou que Willer é seu “compadre” e “amigo de longa data” e que as viagens entre as famílias são relações privadas, sem envolvimento de dinheiro ou interesses públicos.
Willer Tomaz não foi localizado.
