Lula defende combate ao crime organizado, rebate Trump sobre facções e diz que Bolsonaro fez ‘terrorismo de Estado’ no 8/1

(OHF) — O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira, 18, durante evento oficial no Rio de Janeiro, o combate ao crime organizado com cooperação entre os diferentes níveis de governo.

Segundo o petista, a experiência que será aplicada no RJ servirá como um “plano piloto” para ser replicada em outras regiões do país.

Lula também rebateu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas estrangeiras”.

A Casa Branca adotou formalmente a designação em junho e voltou a criticar, nesta semana, a atuação do Brasil no combate às facções.

Lula afirmou não concordar com a classificação, argumentando que essas organizações exercem controle e violência sobre moradores de áreas dominadas pelo crime, enquanto o conceito de terrorismo estaria relacionado, em sua avaliação, à disputa pelo poder político.

Ao abordar o tema, o petista afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) praticou “terrorismo de Estado” ao tentar promover um golpe após as eleições de 2022.

Lula fez referência ainda às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa ações violentas contra ele, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No evento, o petista também defendeu a retomada de territórios sob influência das facções. Entre as medidas apresentadas estão ações para sufocar a logística e a mobilidade das organizações criminosas.

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