Nunes Marques e Toffoli decidem não votar no caso Moraes; Dino é repreendido por Fachin

(OHF) — O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira, 15, uma sessão extraordinária para decidir se será aberta investigação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir de informações reunidas pela Polícia Federal (PF) sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O julgamento é conduzido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Petição 16.662. A análise não trata de eventual culpa ou responsabilidade penal de Moraes, mas de decidir se existem elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação formal.

Antes da votação, os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de participar do julgamento.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques citou, entre outros motivos, o possível impacto do caso sobre o pleito de 2026 e a existência de mensagens que mencionam seu filho, Kevin Marques. Ele negou qualquer relação de seu filho com Vorcaro ou com o Banco Master.

Toffoli, por sua vez, declarou suspeição por motivo de foro íntimo e já vinha se afastando de processos relacionados ao banco.

Durante a sessão, Fachin também repreendeu o ministro Flávio Dino após ele interromper a manifestação de Toffoli para pedir um aparte sem solicitar a palavra à Presidência.

Fachin afirmou que as intervenções no plenário deveriam observar as regras regimentais. Dino contestou a advertência e argumentou que a prática tradicional da Corte permite que um ministro conceda aparte enquanto está com a palavra. O episódio gerou um breve embate entre os dois.

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