Governo Lula prevê que Ministério da Defesa terá sexto maior orçamento da Esplanada em 2027

(OHF) — O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê que o Ministério da Defesa terá cerca de R$ 148 bilhões em 2027, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional. Com esse valor, a pasta deverá ter a sexta maior verba da Esplanada.

Do total previsto, aproximadamente R$ 108 bilhões serão destinados a despesas com pessoal e encargos sociais. Outros R$ 21,7 bilhões estão previstos para despesas correntes, enquanto cerca de R$ 12,7 bilhões deverão ser alocados para investimentos.

De acordo com dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), há cerca de 365 mil militares ativos no país, além de 268 mil pensionistas, 91 mil militares reformados, 23 mil aposentados e 81 mil reservistas.

Entre os principais projetos contemplados estão iniciativas estratégicas das Forças Armadas, como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), incluindo o projeto de propulsão nuclear, a aquisição de caças F-39 Gripen, além de programas relacionados a mísseis de longo alcance e veículos blindados Guarani.

No âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão previstos cerca de R$ 10,2 bilhões para projetos do setor no próximo ano.

Nos últimos meses, Lula tem destacado a importância da área de defesa diante do cenário geopolítico e econômico internacional. Em junho, o presidente afirmou que pretende ampliar os gastos no setor porque “está cheio de maluco no mundo” e disse que não deseja uma guerra, mas não quer “ser pego de surpresa”.

Em julho, o petista voltou a defender investimentos na área e afirmou que as Forças Armadas precisam estar “preparadas” para garantir a soberania nacional. Na ocasião, citou também o interesse de potências militares, como Estados Unidos, Rússia e China, em terras raras e minerais críticos.

A proposta orçamentária ainda será analisada pelo Congresso Nacional e poderá sofrer alterações durante a tramitação. O texto aprovado pelos parlamentares definirá os valores finais que poderão ser executados pelo governo federal ao longo de 2027.

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