Nunes Marques destaca segurança das eleições brasileiras em evento com embaixadores e diz que país é referência mundial

(OHF) — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, destacou nesta segunda-feira, 17, a segurança do sistema eleitoral brasileiro durante encontro com representantes diplomáticos estrangeiros em Brasília.

O encontro reuniu representantes de quase 100 países e organismos internacionais — como a Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes — e teve como objetivo apresentar os procedimentos, as tecnologias e os mecanismos de segurança que serão empregados nas Eleições de 2026.

Na abertura do evento, Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral mantém sistemas capazes de garantir a transparência, a segurança e a credibilidade das eleições. Segundo o ministro, o país consolidou, ao longo das últimas décadas, uma posição de destaque internacional na organização de pleitos, tornando-se uma referência mundial. Assista abaixo:

O presidente do TSE também anunciou a participação de missões internacionais de observação eleitoral. Os representantes estrangeiros poderão acompanhar etapas como auditorias públicas, preparação das urnas eletrônicas, votação, apuração e totalização dos votos. Cerca de 80 autoridades, entre juízes e especialistas de diferentes países, devem participar da iniciativa entre os dias 2 e 4 de outubro.

Outro tema abordado foi o combate à desinformação e ao uso indevido de inteligência artificial (IA) durante a campanha. Nunes Marques alertou para o risco de vídeos e áudios manipulados, como os chamados deepfakes, serem utilizados para enganar eleitores, distorcer o debate público ou interferir na formação da vontade política.

O ministro também informou que o TSE contará com uma sala de situação em parceria com plataformas digitais durante os fins de semana do primeiro e do segundo turnos.

Para as eleições deste ano, está prevista a utilização de 560.011 urnas eletrônicas, distribuídas por mais de 497 mil seções eleitorais em mais de 5,5 mil municípios. A operação envolverá cerca de dois milhões de voluntários, além de servidores da Justiça Eleitoral, integrantes do Ministério Público, forças de segurança e Forças Armadas.

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