EUA anunciam operações militares conjuntas com a Colômbia para combater narcotráfico

(OHF) — A Colômbia solicitou a participação dos Estados Unidos em operações militares conjuntas para combater redes de narcotráfico e grupos classificados como terroristas no território do país latino, anunciou nesta quarta-feira, 12, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante uma reunião da coalizão antidrogas no Panamá.

Segundo Hegseth, o recém-empossado presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, autorizou a cooperação entre os dois países.

O anúncio marca a entrada formal de Bogotá na Coalizão Anticartéis das Américas, também conhecida como Escudo das Américas, uma iniciativa militar liderada pelos EUA para ampliar a cooperação regional contra organizações ligadas ao narcotráfico.

A coalizão reúne países do continente e prevê maior coordenação em áreas como inteligência, segurança e operações militares contra organizações consideradas ameaças transnacionais. O Brasil não integra o grupo.

De la Espriella tomou posse em 7 de agosto e assumiu uma postura de endurecimento no combate aos grupos armados e às organizações criminosas.

A nova administração também sinalizou o abandono da estratégia de “Paz Total” adotada pelo governo de seu antecessor, Gustavo Petro, em favor de uma política de maior pressão militar sobre os grupos armados.

A Colômbia enfrenta a atuação e a expansão de diferentes organizações armadas e criminosas, entre elas o Clan del Golfo, o ELN e dissidências das antigas FARC.

Segundo a Fundação Ideas para la Paz (FIP), um levantamento baseado em dados da Força Pública apontou que essas estruturas reuniam 25.278 integrantes em julho de 2025, considerando combatentes e redes de apoio. O número representava uma alta de 15% em relação a dezembro de 2024.

Você pode gostar...