Israel amplia operações militares na Cisjordânia após confronto que deixou seis mortos
(OHF) – As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta sexta-feira, 24, a ampliação das operações militares na Cisjordânia após um confronto na vila de Tell, nas proximidades de Nablus, que deixou seis mortos: quatro palestinos e dois israelenses, entre eles um soldado que também atuava como coordenador de segurança de um assentamento.
O episódio elevou ainda mais a tensão na Cisjordânia, onde a violência envolvendo militares, colonos israelenses e palestinos vem aumentando nos últimos meses.
De acordo com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e as IDF, o confronto começou depois que civis israelenses entraram na chamada Área A da Cisjordânia — região sob controle civil e de segurança da Autoridade Palestina, onde a presença de cidadãos israelenses é oficialmente proibida.
Oficiais israelenses afirmam que o grupo foi atacado e que um palestino tomou a arma de um coordenador de segurança, abrindo fogo e desencadeando a troca de tiros que resultou nas seis mortes.
Autoridades palestinas, por sua vez, sustentam que colonos armados invadiram a vila e tentaram atacar residências antes da chegada das forças israelenses. Segundo essa versão, os quatro palestinos mortos foram atingidos por disparos de soldados e colonos, enquanto o Ministério da Saúde local classificou a ação como um “massacre”.
Em resposta, Netanyahu determinou a ampliação das operações militares na região, com reforço de tropas, cancelamento das licenças de militares, instalação de bloqueios no entorno de Nablus e Tell e novas incursões para localizar e prender suspeitos.
Durante uma das operações, soldados israelenses entraram em um hospital de Nablus e prenderam dois palestinos feridos, segundo autoridades locais.
O governo israelense também anunciou medidas para acelerar a regularização de postos avançados e a expansão de assentamentos na Cisjordânia.
Integrantes da ala mais radical da coalizão governista, entre eles o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defenderam ações ainda mais severas contra localidades palestinas classificadas por Israel como “focos de atividade terrorista”.
Ao longo do dia, novos episódios de violência envolvendo colonos israelenses foram registrados em outras localidades da Cisjordânia, ampliando a preocupação internacional com a deterioração da segurança no território palestino.
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