Liderança do regime cubano confirma negociações com os EUA

Líder do regime cubano, Miguel Díaz-Canel - Foto: Reprodução

(OHF) — Em meio a uma grave crise econômica e energética, o líder do regime cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou nesta sexta-feira, 13, que autoridades da ilha iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos.

“Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel em um vídeo exibido pela televisão estatal.

O anúncio ocorre após o próprio governante advertir, recentemente, que Cuba se aproximava de uma situação que poderia exigir “medidas extremas” diante do agravamento da crise econômica.

Nos últimos meses, a ilha comunista tem enfrentado frequentes apagões, escassez de combustível e dificuldades no fornecimento de energia — problemas agravados pela forte redução das importações de petróleo.

A situação se deteriorou ainda mais depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ampliou a pressão econômica sobre Havana e passou a restringir o envio de petróleo ao país.

O combustível venezuelano era uma das principais fontes de abastecimento da ilha, historicamente dependente de importações para sustentar seu sistema energético.

Segundo Díaz-Canel, ele próprio conduziu as negociações ao lado do ex-ditador Raúl Castro e de outros altos dirigentes do Partido Comunista de Cuba e do regime. O líder, no entanto, não informou quem representou os EUA nas conversas.

Até a última atualização desta reportagem, autoridades americanas ainda não haviam detalhado a composição de sua delegação. Trump, porém, afirmou recentemente que existem negociações de alto nível em andamento com representantes cubanos.

Até então, o regime de Havana negava a existência de encontros oficiais com Washington. Ainda assim, não chegou a desmentir explicitamente notícias divulgadas pela imprensa internacional sobre contatos informais envolvendo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro e figura considerada influente nos círculos políticos da ilha.

A pressão sobre Cuba aumentou desde que os EUA capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, derrubando o principal aliado e benfeitor externo do regime cubano.

Após esse episódio, Washington cortou o fornecimento de petróleo venezuelano à ilha e ameaçou impor tarifas a países que vendam combustível ao regime cubano.

Nas últimas semanas, Trump tem afirmado em diversas declarações que Cuba estaria à beira do colapso econômico ou buscando desesperadamente um acordo com os EUA.

Na segunda-feira, 9, o presidente americano chegou a dizer que o país poderia ser alvo de uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “pode não ser uma tomada amigável”.

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