Partido de Milei vence eleições legislativas na Argentina

(OHF) — O partido do presidente da Argentina, Javier Milei, A Liberdade Avança, conquistou uma vitória expressiva nas eleições legislativas de meio de mandato realizadas neste domingo, 26, fortalecendo o governo após meses de crise econômica, denúncias de corrupção e instabilidade política.

Os argentinos foram às urnas para renovar 127 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e 24 das 72 vagas do Senado. O pleito foi amplamente interpretado como um referendo sobre o governo Milei, que chega ao segundo ano de mandato.

Com mais de 95% das urnas apuradas, o partido governista registrou mais de 40% dos votos, garantindo 64 cadeiras na Câmara e 13 no Senado. O principal bloco de oposição, Força Pátria, obteve 31 cadeiras na Câmara e 6 no Senado.

Somados aos aliados, os peronistas conquistam 44 vagas na Câmara e 7 no Senado.

A participação eleitoral foi de 67%, índice considerado baixo para um país onde o voto é obrigatório.

O resultado representou uma virada significativa na província de Buenos Aires, o maior colégio eleitoral do país, onde Milei havia sido derrotado em eleições locais de setembro e agora aparece ligeiramente à frente.

Após o anúncio da vitória, Milei celebrou diante de apoiadores em Buenos Aires.

Foi um dia histórico para a Argentina. O povo decidiu deixar para trás 100 anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento. Hoje começa a construção da Argentina grande. Populismo nunca mais”, declarou.

A imprensa argentina classificou o desempenho do governo como surpreendente. O jornal La Nación descreveu o resultado como “impactante”, destacando que Milei “ganhou em quase todo o país”.

Com a nova configuração, A Liberdade Avança se consolida como a principal força política do Congresso. Até então, o partido possuía apenas 37 deputados e 6 senadores.

O avanço amplia a capacidade de Milei de sustentar vetos e aprovar projetos, após recentes derrotas parlamentares em propostas que aumentavam recursos para universidades públicas e programas sociais.

A vitória encerra o período mais delicado do governo desde a posse, em dezembro de 2023, e devolve fôlego político ao presidente diante de críticas, queda de popularidade e atritos com o Legislativo.

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