Petrobras obtém licença do Ibama para perfuração de poço exploratório na Foz do Rio Amazonas

Sonda de perfuração NS-42 - Foto: Petrobras

(OHF) – A Petrobras recebeu nesta segunda-feira, 20, a licença de operação do Ibama para perfurar um poço exploratório em águas profundas na Foz do Rio Amazonas, considerada uma das novas fronteiras de petróleo e gás do país.

Segundo o Ibama, a autorização foi concedida após a Petrobras realizar ajustes no projeto e comprovar a “robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente” que será utilizada na perfuração.

O bloco FZA-M-059, onde ocorrerá a operação, está localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e 175 quilômetros da costa, em mar aberto. A perfuração deve começar imediatamente e terá duração estimada de cinco meses.

De acordo com a estatal, o objetivo inicial é coletar dados geológicos para avaliar a presença de petróleo e gás em escala comercial. A expectativa é que a área possa se tornar um novo “pré-sal”, com potencial para produzir até 1,1 milhão de barris por dia — volume superior ao dos campos de Tupi (1 milhão) e Búzios (800 mil).

A Petrobras ressaltou que a abertura de novas fronteiras de exploração é essencial para “assegurar a segurança energética do país e os recursos necessários para a transição energética justa”.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou a decisão, afirmando que a exploração da Margem Equatorial representa o “futuro da soberania energética” nacional.

Antes da aprovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia declarado que a exploração na região será conduzida “com responsabilidade” e que o Brasil “não está preparado para abrir mão dos combustíveis fósseis”, assim como “nenhum outro país no mundo”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também elogiou a medida, destacando que ela demonstra “ser possível conciliar crescimento econômico e preservação ambiental, garantindo que os benefícios dessa atividade cheguem às populações locais e fortaleçam a soberania energética nacional”.

A decisão, porém, foi criticada por ambientalistas e organizações que a classificaram como “um duro golpe nas políticas ambientais”, às vésperas da COP30.

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