Israel ratifica acordo firmado com o Hamas que prevê cessar-fogo em Gaza e libertação de reféns

(OHF) – O Gabinete Político e de Segurança de Israel ratificou nesta quinta-feira, 9, o acordo com o Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação dos reféns ainda em poder do grupo terrorista palestino.

Com isso, começa a contar o prazo de 24 horas para a implementação da trégua entre as partes. O acordo foi proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e prevê a libertação dos reféns em até 72 horas.

Segundo o canal local Kan News, votaram contra a aprovação: Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional; Bezalel Smotrich, ministro das Finanças; Yitzhak Wasserlauf, ministro para o Desenvolvimento da Periferia, Negev e Galiléia; Amichai Eliyahu, ministro da Herança; e Orit Struck, ministra da Justiça.

Ao fim da longa reunião, Ben-Gvir afirmou que ele e seu partido derrubariam o governo caso o Hamas não fosse totalmente desmantelado.

Em entrevista ao canal americano Fox News, o ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que seu país não pretende prosseguir com a guerra após a assinatura do acordo. Ele destacou o plano de Trump como uma “grande conquista” para Israel e enfatizou a importância de expandir o círculo de paz e normalização na região.

Khalil Al-Hayya, negociador-chefe do Hamas nas conversas sobre o acordo de paz, declarou o fim da guerra contra Israel. Segundo ele, o grupo terrorista recebeu garantias dos EUA e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.

Al-Hayya também afirmou que o plano prevê a libertação de 250 palestinos que cumpriam penas de prisão perpétua em Israel, além de 1.700 pessoas de origem de Gaza presas desde o início do conflito.

O acordo foi apresentado no fim de setembro por Trump e negociado com a mediação do Egito, Catar e Turquia, e inclui também a implementação de um governo de transição na Faixa de Gaza, formado por tecnocratas palestinos e supervisionado internacionalmente.

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