Ex-chefe do FBI crítico de Trump é indiciado em caso conduzido pelo Departamento de Justiça do governo americano

(OHF) — O ex-diretor do FBI James Comey foi formalmente indiciado nesta quinta-feira, 25, por um grande júri federal na Virgínia.

As acusações envolvem falso testemunho e obstrução de procedimento judicial, relacionadas ao seu depoimento de 2020 ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos.

Se condenado, Comey poderá enfrentar até cinco anos de prisão.

O caso é interpretado como parte da estratégia do presidente Donald Trump de processar antigos críticos e opositores, especialmente aqueles envolvidos na investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Em vídeo publicado no Instagram, Comey declarou inocência e confiança no sistema judiciário americano.

Estou com o coração partido pelo Departamento de Justiça, mas tenho grande confiança no sistema judiciário federal e sou inocente, então vamos ter um julgamento e manter a fé”, afirmou.

Fontes indicam que ele deve se apresentar às autoridades nesta sexta-feira, 26.

Trump comemorou a acusação. Em mensagem na rede Truth Social, classificou Comey como “corrupto” e afirmou que ele foi denunciado “por vários atos ilegais e ilícitos”.

Ele tem sido tão ruim para o nosso país, por tanto tempo, e agora está começando a ser responsabilizado por seus crimes contra nossa nação”, escreveu o presidente.

A relação entre os dois é marcada por atritos desde 2017, quando Comey confirmou publicamente que a campanha de Trump era investigada por ligações com a Rússia.

Dias depois, o presidente o demitiu do comando do FBI.

Desde então, Comey tornou-se uma das vozes mais críticas de Trump, chegando a dizer que ele era “moralmente inapto” para a presidência.

O caso atual se concentra no depoimento prestado por Comey em 2020 ao Comitê Judiciário do Senado, no qual negou ter autorizado a divulgação de informações confidenciais e rebateu críticas republicanas à investigação sobre a Rússia.

Desde a volta de Trump à Casa Branca, o Departamento de Justiça americano intensificou a análise desse testemunho.

O indiciamento ocorre após pressões de Trump sobre a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, a quem acusava de demora em agir contra seus adversários políticos.

Após a notícia, Bondi evitou citar o nome do ex-diretor do FBI, mas publicou em rede social que “ninguém está acima da lei”.

Você pode gostar...