‘The Economist’ chama anúncio do tarifaço global de Trump de ‘Dia da Ruína’

Capa da revista 'The Economist' de 03 de Abril de 2025. — Foto: Reprodução/The Economist

A revista britânica The Economist classificou as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o “Dia da Ruína”, uma referência ao próprio termo usado pelo republicano, que chamou a medida de “Dia da Libertação”.

A capa da edição publicada nesta quinta-feira, 3, ilustra Trump serrando um buraco sob seus próprios pés no formato do mapa dos EUA.

No editorial, a revista afirma que o presidente cometeu “o erro econômico mais profundo, prejudicial e desnecessário da era moderna“.

Segundo a Economist, as tarifas impostas por Trump são irracionais e “causarão estragos econômicos”, embora o restante do mundo ainda possa minimizar os danos. A capa destaca essa preocupação com a frase: “como limitar os danos globais“.

O texto critica duramente a justificativa do presidente, classificando suas declarações como “um absurdo completo” e sua compreensão técnica como “patética”. A revista argumenta que não há como evitar o caos econômico gerado por Trump.

Trump chamou este momento de um dos dias mais importantes da história americana. Ele quase está certo. Seu ‘Dia da Libertação’ marca o abandono total dos EUA da ordem comercial mundial e a adoção do protecionismo“, diz o editorial, que ressalta que o desafio agora é limitar os danos causados pelo que chama de “vandalismo irracional” do presidente.

A Economist também afirma que as falas de Trump nesta semana foram “completamente delirantes” e que sua visão da história econômica dos EUA está “de cabeça para baixo”.

O republicano exalta a era de altas tarifas e baixos impostos do final do século XIX, mas estudos mostram que essas políticas prejudicaram a economia americana.

A revista lembra que, após a Grande Depressão dos anos 1930, décadas de negociações comerciais reduziram tarifas e impulsionaram a prosperidade.

Além disso, o editorial alerta que o protecionismo afetará tanto os consumidores americanos, que pagarão mais caro pelos produtos, quanto os próprios fabricantes, que perderão competitividade no mercado global.

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