Derrotado, Flávio comenta fuga, lança Marinho à presidência do Senado e fala em ‘novas eleições’ antes de 2030
(OHF) — Dois dias após divulgar uma carta de teor golpista e ser isolado pelas principais lideranças da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, fez uma transmissão ao vivo para falar sobre sua fuga para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, passando pela Argentina e pelo Equador.
Na ocasião, ele também voltou a questionar, sem apresentar provas, o resultado das eleições, anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal em 2027 e especulou sobre a possibilidade de um novo pleito antes de 2030.
Flávio alegou que decidiu fugir do Brasil após tomar conhecimento da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de seus passaportes e o proibia de deixar o território nacional, no âmbito de investigações que envolvem suspeitas de corrupção.
Segundo o senador, a decisão de deixar o país foi tomada em conjunto com sua esposa, Fernanda, sem o conhecimento de outros aliados. Ele negou que a fuga representasse um sinal de fraqueza e declarou: “Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”.
Flávio afirmou que não considera encerrada a disputa política e disse acreditar na possibilidade de novas eleições. “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”, declarou. Ele também afirmou que estaria disposto a concorrer novamente à Presidência da República.
As declarações ocorrem em meio às divergências dentro da própria oposição bolsonarista sobre a postura do senador após a derrota eleitoral. O PL e diversas lideranças políticas já reconheceram a vitória de Lula.
Assista abaixo:
