Israel vai às urnas pela primeira vez desde a guerra em Gaza; partido de Netanyahu pede extensão do horário de votação
(OHF) — Israel realiza nesta terça-feira, 27, eleições parlamentares pela primeira vez desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.
O pleito é decisivo para o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que busca permanecer no poder após três anos de conflitos e críticas à condução da segurança nacional.
O Likud, partido liderado por Netanyahu, solicitou à Comissão Eleitoral Central a extensão do horário de votação por uma hora, com o apoio das legendas Shas e Otzma Yehudit. As urnas estão previstas para permanecer abertas até as 22h, no horário local.
O pedido foi justificado pelos partidos governistas com a necessidade de permitir que eleitores que estejam em filas consigam votar. A decisão cabe ao presidente da comissão.
A solicitação, porém, enfrenta oposição. O partido oposicionista Yashar, liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot, contestou a medida e afirmou que não houve nenhum incidente excepcional que justificasse a extensão do horário.
A participação popular registra níveis elevados. Segundo as autoridades, 55,7% dos eleitores aptos a votar haviam comparecido às urnas até as 16h, no horário local. Em 2022, o percentual era de 47,5% no mesmo horário.
A disputa ocorre em meio à polarização política e às consequências dos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Pesquisas indicam uma disputa acirrada entre o bloco governista de Netanyahu e as forças de oposição, sem garantia de que qualquer um dos lados consiga reunir os 61 dos 120 assentos do Parlamento necessários para formar uma maioria.
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