Tebet alerta para “risco de colocar milícia do RJ na Presidência”, em referência a Flávio Bolsonaro

(OHF) — A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou, na quarta-feira, 23, que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) em outubro representaria o risco de “colocar a milícia do Rio de Janeiro na Presidência da República”.

A declaração foi dada durante um debate promovido pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Assista abaixo:

Tebet afirmou que o crime organizado já teria avançado sobre diferentes setores da sociedade e da política. Segundo ela, a preocupação não se restringe ao estado de São Paulo e envolve também a disputa presidencial.

Em 2008, quando a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) instalou a CPI das Milícias, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, votou contra a abertura do colegiado.

Na época, essas organizações já dominavam comunidades, cobravam taxas ilegais, exploravam serviços e ameaçavam moradores em diferentes áreas da capital fluminense.

A relação de Flávio com o ex-PM Adriano da Nóbrega também é relevante nesse contexto.

Apontado como integrante do chamado Escritório do Crime, Adriano recebeu de Flávio a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj. A homenagem foi concedida enquanto ele estava preso sob acusação de homicídio.

A mãe e a então esposa de Adriano também trabalharam no gabinete de Flávio na Assembleia e deixaram os cargos em novembro de 2018, após virem a público suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual.

Em 2021, o STF anulou quatro dos cinco relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que embasavam a investigação sobre as chamadas “rachadinhas”.

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