Caso Master: imagens mostram Moraes e esposa desembarcando de jatinho de empresa de Vorcaro em 2025

(OHF) — Imagens divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, neste domingo, 20, mostram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto de 2025. Assista abaixo:

Segundo a publicação, a aeronave é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, operado pela Prime Aviation, empresa que teve Daniel Vorcaro, do Banco Master, como um de seus sócios.

O registro ganhou repercussão porque, em abril deste ano, o gabinete de Moraes afirmou que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”.

A informação sobre os voos do casal já havia sido publicada pela Folha de S.Paulo em março, a partir do cruzamento de registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro.

Em nota divulgada neste domingo, o escritório Barci de Moraes confirmou que contratou serviços de táxi aéreo da Prime em algumas ocasiões. A banca afirmou, porém, que Vorcaro nunca esteve presente nos voos e que a escolha das aeronaves cabe às empresas de aviação contratadas.

O escritório também declarou que a contratação dos serviços segue critérios operacionais e não envolve vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos.

O jatinho aparece ainda em documentos relacionados a um contrato de R$ 50 milhões firmado em maio de 2025 entre o escritório de Viviane Barci e a Viking Participações, empresa ligada a Vorcaro.

Segundo relatório da Polícia Federal (PF) tornado público por determinação do ministro André Mendonça, do STF, o acordo previa a possibilidade de pagamento por meio de bens, incluindo cotas relacionadas a aeronaves.

O caso se soma ao contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado anteriormente entre o escritório e o Master.

O documento referente ao contrato de R$ 50 milhões foi localizado pela PF em trocas de mensagens entre Vorcaro e o advogado Leonardo Palhares, que trabalhava para o então banqueiro.

Segundo o contrato, os serviços envolviam “prestação de serviços e de honorários advocatícios”, incluindo consultoria nas áreas administrativa, tributária e trabalhista, atuação em inquéritos civis e criminais do Ministério Público e “consultoria estratégica e atuação jurídica em processos em todas as instâncias do Poder Judiciário”.

O pagamento seria realizado ao longo de 36 meses, por meio de transferência bancária da Viking para o escritório ou mediante “dação em pagamento” de bens imóveis, móveis ou serviços. Na prática, havia a previsão de quitação por meio de bens ou serviços, além de pagamentos financeiros.

No dia do voo, Moraes participou de um evento no Rio de Janeiro que também reuniu integrantes do poder público e políticos, entre eles o ministro André Mendonça, o então governador do estado, Cláudio Castro (PL), e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

Você pode gostar...