Em Curitiba, Lula diz que ‘ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico’
(OHF) — O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado, 12, de um ato de campanha em Curitiba, no Paraná, e dedicou parte de seu discurso às fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno do caso Master.
Ao abordar as investigações sobre os descontos ilegais na Previdência, Lula apontou que o esquema teve origem durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele também citou uma reportagem do ICL Notícias que mostra que a Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem entre seus sócios o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), está registrada na mesma sala comercial, em Águas Claras (DF), onde aparecem pelo menos 16 companhias relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A conexão se estenderia ainda pela Voga Serviços Contábeis, empresa que presta serviços à Bravo Grafeno. Seu proprietário, Alexandre Caetano dos Reis, é apontado nas investigações como sócio de Antunes em uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.
Reis foi preso no âmbito das investigações sobre as fraudes no INSS.
O “Careca” é um dos principais personagens da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar um esquema nacional de descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões. As apurações alcançam fatos ocorridos entre 2019 e 2024.
Em outra parte do discurso, Lula se voltou para a crise envolvendo o STF e o Banco Master. O petista afirmou que “ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico” e defendeu que os magistrados tenham comportamento compatível com o cargo.
O candidato do PT também afirmou ter conversado com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, e criticou o que classificou como divulgação seletiva de informações. Segundo Lula, seria necessário liberar integralmente os processos para que fosse possível identificar todos os envolvidos.
Assista abaixo:
