Dino atende pedido da PF e autoriza terceira investigação contra Lulinha, além de apuração sobre vazamento de informações sigilosas

(OHF) – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira, 4, a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal (PF) contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na mesma decisão, o magistrado também determinou a instauração de uma investigação paralela para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas às apurações em andamento.

Segundo reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, a campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estaria planejando divulgar áudios de Lulinha com o objetivo de prejudicar politicamente o presidente Lula.

O novo inquérito foi solicitado pela PF para aprofundar as suspeitas de tráfico de influência e da possível atuação de aliados de Lulinha junto a diferentes órgãos da administração pública federal.

A investigação tem origem em elementos obtidos durante a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas possui objeto próprio e é independente da apuração principal.

Com a autorização de Dino, Lulinha passa a responder a três investigações distintas no STF. As duas primeiras foram autorizadas na semana passada pelo ministro André Mendonça.

Uma delas apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto. A outra investiga o suposto favorecimento de empresários interessados em contratos com a Dataprev e outros órgãos públicos, no âmbito de uma apuração sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O terceiro inquérito ficou sob a relatoria de Dino após distribuição por sorteio. O pedido foi apresentado pela PF sem indicação de conexão processual direta com as investigações já conduzidas por Mendonça.

As decisões ampliam o conjunto de investigações envolvendo o filho do presidente da República e aumentam a pressão sobre um caso que surgiu a partir de provas reunidas durante a Operação Sem Desconto.

A defesa de Lulinha nega a prática de irregularidades e afirma que ele não cometeu tráfico de influência nem atuou para beneficiar empresários junto ao governo federal.

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