Espanha diz que cerca de 60 mil imigrantes vindos do Marrocos entraram ilegalmente em Ceuta nas últimas 24h; 34 morreram
(OHF) — Cerca de 60 mil imigrantes, em sua maioria marroquinos, entraram ilegalmente na cidade autônoma espanhola de Ceuta, no norte da África, nas últimas 24 horas, segundo estimativas divulgadas nesta sexta-feira, 31.
Pelo menos 34 pessoas morreram durante a crise migratória. A maioria das vítimas se afogou na travessia marítima entre Marrocos e o enclave, embora também haja relatos de mortes em meio ao tumulto.
Equipes de resgate, forças de segurança e militares seguem atuando na região em busca de desaparecidos, e o número de fatalidades pode aumentar à medida que as operações de busca continuam.
O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez atribuiu a crise migratória à atuação de redes de tráfico de pessoas, que teriam incentivado as travessias após a disseminação de informações enganosas sobre decisões judiciais relacionadas às deportações.
Madri também iniciou medidas para acelerar o retorno dos migrantes ao Marrocos.
Segundo o governo espanhol, cerca de 25 mil pessoas já voltaram ao país de origem, uma parte de forma voluntária e outra por meio de procedimentos bilaterais coordenados.
A crise provocou forte repercussão internacional. A Comissão Europeia declarou apoio à Espanha, informou que acompanha a situação e afirmou estar pronta para prestar assistência operacional, além de defender o combate às redes de tráfico de migrantes.
Países como França e Itália também anunciaram o reforço da vigilância em suas fronteiras diante do receio de um aumento do fluxo migratório para outras regiões da Europa.
