Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas prejudicadas pelo ataque tarifário de Trump ao Brasil
(OHF) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira, 22, um pacote de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito destinado a empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida busca preservar empregos, garantir capital de giro, estimular investimentos e reduzir os impactos econômicos sobre os setores exportadores.
O pacote integra a terceira fase do Plano Brasil Soberano, estratégia do governo federal voltada ao apoio de empresas atingidas por barreiras comerciais e outros choques externos.
Do total anunciado, R$ 13,5 bilhões serão aportados pelo Tesouro Nacional, enquanto os R$ 5 bilhões restantes serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o governo, os recursos serão operacionalizados por meio de medida provisória e de instituições financeiras públicas. Caberá ao BNDES elaborar o plano de distribuição dos financiamentos, que ainda precisará ser aprovado por um conselho interministerial.
As linhas de crédito poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e diversificação ou abertura de novos mercados de exportação.
Entre os principais setores contemplados estão os de aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos, materiais elétricos, cerâmica, plásticos, calçados, papel e açúcar, além de segmentos estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos e eletrônicos.
De acordo com o Palácio do Planalto, os financiamentos serão direcionados conforme o impacto sofrido por cada setor e sua relevância para a economia e o comércio exterior brasileiros.
Ao anunciar a medida, Lula afirmou que o Brasil continuará defendendo sua soberania e os interesses da economia nacional diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O governo também informou que seguirá buscando uma solução por meio do diálogo diplomático com Washington, ao mesmo tempo em que adota medidas para reduzir os efeitos das restrições comerciais sobre as empresas brasileiras.
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