Primeira fragata da Classe Tamandaré é incorporada à frota da Marinha do Brasil
(OHF) — A Fragata “Tamandaré” (F200), primeira unidade da classe de mesmo nome (PFCT), foi incorporada à frota da Marinha do Brasil (MB) nesta sexta-feira, 24, durante a cerimônia de Mostra de Armamento realizada na Base Naval do Rio de Janeiro, em Niterói.
Construída no Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), a embarcação inaugura o programa de renovação dos meios de superfície da Esquadra.
Com cerca de 3.500 toneladas de deslocamento e 107 metros de comprimento, a fragata tem capacidade para aproximadamente 130 a 143 tripulantes e apresenta perfil multimissão, sendo apta a operar em cenários de guerra antiaérea, antissubmarino e de superfície.
O navio dispõe de convoo e hangar para helicópteros, ampliando significativamente seu alcance e flexibilidade operacional.
Também incorpora um avançado sistema de gerenciamento de combate (CMS), desenvolvido em parceria entre a brasileira Atech e a alemã Atlas Elektronik.
Esse sistema integra sensores como radar AESA de última geração, recursos de guerra eletrônica e diversos armamentos, permitindo detectar e responder a ameaças aéreas, navais e submarinas a longas distâncias.
Entre os armamentos previstos estão mísseis antiaéreos Sea Ceptor, mísseis antinavio MANSUP, torpedos e um canhão naval de 76 mm, dentro de um conceito modular baseado na família de navios alemães MEKO.
O PFCT, contratado em 2020 junto ao consórcio Águas Azuis — formado pela Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), Embraer Defesa & Segurança e parceiros nacionais —, previa inicialmente quatro unidades: a “Tamandaré” e as três já em construção, “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).
O custo atual do programa gira em torno de R$ 12 bilhões.
No entanto, durante viagem à Alemanha na terça-feira, 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o número de navios será ampliado, totalizando oito.
Com forte ênfase em transferência de tecnologia e conteúdo local, o projeto é considerado estratégico para a indústria naval e de defesa brasileira.
A incorporação da F200 representa, assim, um passo relevante na modernização da Marinha, ao substituir gradualmente fragatas mais antigas e ampliar a capacidade de proteção da chamada “Amazônia Azul” e das rotas marítimas de interesse nacional.
