Petro e Trump se reúnem a portas fechadas na Casa Branca após meses de atritos
(OHF) — Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Colômbia, Gustavo Petro, reuniram-se nesta terça-feira, 3, na Casa Branca, em Washington, D.C.
O encontro ocorreu a portas fechadas e durou cerca de duas horas. Ao final, não houve entrevista coletiva nem pronunciamento conjunto dos líderes.
Petro entrou e deixou a sede do governo americano por uma porta lateral, sem a realização de cerimônias protocolares típicas de reuniões entre chefes de Estado.
A administração Trump afirmou que o encontro não se enquadrava no formato de uma visita oficial convencional.
Mais tarde, durante um evento no Salão Oval, Trump afirmou a jornalistas que ele e o presidente colombiano “se deram bem” ao longo da conversa.

Ao ser questionado se havia avançado em um acordo para o combate às drogas — uma das principais exigências dos EUA à Colômbia — o presidente americano afirmou que trabalhará nisso com Petro.
Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos colaborarem com a Colômbia no combate a grupos guerrilheiros e organizações “narcoterroristas” na Venezuela, Trump respondeu: “Eles querem que façamos isso, e nós faremos”.
A reunião ocorreu após meses de atritos públicos entre os dois líderes, marcados por trocas de acusações, ameaças e insultos.
Nesse período, Trump acusou Petro de envolvimento com o tráfico de drogas, sugeriu a possibilidade de uma operação militar contra a Colômbia e chegou a afirmar que uma ofensiva em território do país sul-americano “soa bem”.
Em outubro de 2025, o governo Trump sancionou Petro após o presidente colombiano sugerir, durante um ato pró-Palestina em Nova York, que militares dos EUA não obedecessem ordens do presidente americano.
Em resposta, Petro chamou Trump de “senil” e declarou que as acusações eram uma retaliação por sua recusa em atender interesses econômicos dos EUA. O líder colombiano também criticou a operação de captura do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro.
A primeira sinalização de distensão entre os dois ocorreu em 7 de janeiro, quando ambos conversaram por telefone.
Na ocasião, o presidente americano afirmou que os dois discutiram a “situação das drogas” e as divergências existentes entre os governos.
Petro, que encerra seu mandato ainda neste ano, permanecerá por quatro dias em Washington, D.C. Durante a visita, ele também terá compromissos no Congresso dos EUA e na Organização dos Estados Americanos (OEA).
