Trump avalia opções para assumir controle da Groenlândia e não descarta emprego de força militar; líderes europeus reagem
(OHF) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus assessores avaliam opções para assumir o controle da Groenlândia, informou a Casa Branca nesta terça-feira, 6.
Em comunicado enviado à agência Reuters, o governo americano afirmou que não descarta o emprego das Forças Armadas entre as alternativas consideradas.
De acordo com Washington, Trump trata a possível aquisição da ilha — território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca — como uma “prioridade de segurança nacional”. A Casa Branca afirmou que diferentes caminhos estão em análise para atingir esse objetivo, considerado estratégico para “conter adversários” dos EUA na região do Ártico.
O interesse de Trump pela Groenlândia remonta ao seu primeiro mandato. Ao retornar à Presidência, em janeiro do ano passado, o republicano voltou a manifestar publicamente o desejo de anexar a ilha aos EUA.
O tema voltou ao centro do debate no último sábado, 3, após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicar em seu perfil no X um mapa da Groenlândia com a bandeira americana e a legenda “em breve”.
A postagem ocorreu na esteira de uma operação militar dos EUA contra a Venezuela, que resultou na deposição e prisão do ditador Nicolás Maduro. Ele foi levado, junto com a esposa, Cilia Flores, para Nova York.
No domingo, 4, diante das reações à ação em Caracas e à publicação de Miller, Dinamarca e Groenlândia pediram “respeito” às suas integridades territoriais.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que um eventual ataque dos EUA à ilha poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), já que ambos os países são membros da aliança.
Nesta terça-feira, líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto afirmando que “cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito”. A nota contou com o apoio de chefes de Estado e de governo da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido, Canadá e Holanda.
“O Reino da Dinamarca — incluindo a Groenlândia — é membro da Otan. Portanto, a segurança no Ártico deve ser garantida coletivamente, em cooperação com os aliados da Otan, incluindo os Estados Unidos”, acrescentaram os europeus no texto.
