Novo enviado de Trump para Groenlândia fala em tornar a ilha ‘parte dos EUA’, e Dinamarca reage convocando embaixador

(OHF) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de domingo, 21, a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial americano para a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca.

Em sua mensagem, Trump afirmou que “Jeff entende o quão essencial a Groenlândia é para a nossa segurança nacional e promoverá firmemente os interesses do nosso país”.

Landry, por sua vez, escreveu na rede social X que “é uma honra servir nesta posição voluntária para tornar a Groenlândia parte dos EUA”, acrescentando que a nova função não afetará suas atribuições como governador da Louisiana.

Com cerca de 57 mil habitantes e rica em recursos minerais, a Groenlândia possui amplo autogoverno, embora permaneça formalmente vinculada ao Reino da Dinamarca.

Ao longo dos últimos anos, Trump afirmou repetidas vezes que os EUA “precisam” da ilha, citando sua posição estratégica no Ártico e o potencial mineral como razões centrais para o interesse americano.

A nomeação provocou reação imediata em Copenhague. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, declarou estar “profundamente incomodado” com a decisão e convocou o embaixador dos EUA como sinal de protesto, ressaltando a necessidade de respeito à soberania de seu país.

Líderes da Dinamarca e da Groenlândia também se manifestaram publicamente, reforçando que a ilha não está à venda, que decidirá seu próprio futuro e que sua integridade territorial deve ser respeitada conforme o direito internacional.

A União Europeia reagiu no mesmo sentido. Representantes do bloco afirmaram que a integridade territorial da Groenlândia e, consequentemente, do Reino da Dinamarca, deve ser preservada.

Embora Trump destaque a ilha como essencial para a segurança nacional dos EUA, autoridades do país europeu lembram que a Groenlândia continua sendo parte do Reino da Dinamarca e que qualquer alteração em seu status político dependeria exclusivamente da vontade dos próprios groenlandeses.

Pesquisas indicam que a maioria da população da Groenlândia defende maior autonomia ou independência em relação à Dinamarca, mas não deseja se tornar parte dos EUA.

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