Na ONU, Lula envia recados a Trump, diz que interferência estrangeira no Judiciário brasileiro é ‘inaceitável’ e rejeita anistia
(OHF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira, 23, na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com recados firmes e críticas às recentes ações dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump.
Lula afirmou que qualquer tentativa de interferência estrangeira no Judiciário brasileiro é “inaceitável”. Ele condenou os “falsos patriotas” e argumentou contra propostas de anistia para quem ataca a democracia, alertando que tais medidas ferem princípios constitucionais.
O petista enfatizou que a democracia e a soberania do Brasil são “inegociáveis” e que, ao condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, o país enviou uma mensagem clara ao mundo: instituições democráticas devem ser respeitadas.
No discurso, Lula também defendeu a regulamentação das redes sociais, destacando que essas plataformas “têm sido usadas para semear desinformação e atacar instituições democráticas”.
Ao tratar do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, Lula condenou a intensidade dos ataques à Faixa de Gaza, afirmando que “nada justifica o genocídio em curso”.
Ele reiterou que tanto Israel quanto Palestina têm direito de existir, sustentando a necessidade de encontrar uma solução de dois Estados como caminho para a paz.
Lula também chamou atenção para as mudanças climáticas e reforçou o convite aos líderes presentes para que participem da COP30, que será realizada em Belém, no Pará.
Além disso, o presidente criticou medidas unilaterais no comércio internacional, que, segundo ele, fragilizam a Organização Mundial do Comércio (OMC). Defendeu a refundação do organismo em bases modernas e flexíveis para preservar princípios como o da nação mais favorecida.
Assista à íntegra do discurso do presidente Lula na Assembleia Geral da ONU:
