EUA enviam navios de guerra à costa da Venezuela para combater narcotráfico e prometem usar ‘toda a força’ contra Maduro
(OHF) – Os Estados Unidos enviaram três contratorpedeiros com mísseis guiados Aegis para as águas próximas à Venezuela, em uma nova etapa da estratégia do presidente Donald Trump contra os cartéis de drogas latino-americanos, segundo funcionários do governo informados sobre a operação.
Os navios USS Gravely (foto), USS Jason Dunham e USS Sampson devem chegar em breve à região, de acordo com um funcionário que falou à Associated Press nesta terça-feira, 19, sob condição de anonimato, já que não estava autorizado a comentar o assunto.
Outro integrante do Departamento de Defesa confirmou que a missão faz parte da campanha antidrogas e acrescentou que os navios permanecerão no local “ao longo de vários meses”.
Na Casa Branca, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que Trump está determinado a endurecer sua posição contra o regime de Nicolás Maduro.
“Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, declarou.
A palavra em inglês usada por Leavitt, power, pode ser traduzida como “força” ou “poder”.
O envio de contratorpedeiros ocorre em meio ao esforço de Trump para ampliar o uso das Forças Armadas na repressão a cartéis que, segundo ele, são responsáveis pelo fluxo de fentanil e outras drogas ilícitas para os EUA, além de alimentarem a violência em várias cidades americanas.
Trump também vem pressionando a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a adotar uma postura mais dura contra os cartéis do que a de seu antecessor.
Embora tenha sinalizado disposição para cooperar em questões de segurança, Sheinbaum deixou claro que não aceitará qualquer violação da soberania do México, rejeitando propostas de intervenção direta das Forças Armadas americanas.
Em fevereiro, Trump classificou o Tren de Aragua (Venezuela), a MS-13 (El Salvador) e seis organizações mexicanas como grupos terroristas estrangeiros.
Normalmente, essa designação é aplicada a entidades como a al-Qaeda ou o Estado Islâmico, que recorrem à violência por objetivos políticos.
No entanto, a administração Trump sustenta que a atuação internacional desses cartéis — incluindo tráfico de drogas, contrabando de migrantes e ações violentas para ampliar territórios — justifica o enquadramento como terroristas.
