Trump diz que EUA atacariam Irã novamente caso regime de Ali Khamenei continue enriquecendo urânio
(OHF) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 27, que “sem dúvida nenhuma” voltaria a bombardear o Irã caso haja indícios de que o país continue enriquecendo urânio.
Em coletiva na Casa Branca, Trump celebrou o resultado da guerra de 12 dias entre Israel e Irã, marcada por bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas. Segundo ele, os EUA obtiveram uma “tremenda vitória”.
“Vínhamos falando por 30 anos que o Irã se tornaria um país [com arma] nuclear, e finalmente atacamos. Assim que as bombas foram lançadas, a guerra acabou”, declarou.
Questionado sobre uma possível nova ofensiva contra Teerã caso o país insista em continuar seu programa nuclear, o republicano foi direto: “sem dúvida nenhuma, com certeza”.
Trump também acusou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, de mentir ao povo ao declarar vitória no conflito.
“Você tem que dizer a verdade, você foi batido. Israel também ficou abatida [com o conflito], mas você sofreu um forte golpe, e a última coisa que está pensando agora é sobre armas nucleares”, disse Trump, dirigindo-se a Khamenei.
Ele afirmou ainda ter salvado o aiatolá de uma morte “feia e humilhante”.
Durante a coletiva, o presidente americano afirmou que o Irã “quer se encontrar” para negociar sobre seu programa nuclear — algo que autoridades iranianas têm negado repetidamente nos últimos dias.
Teerã também rechaça a ideia de encerrar seu programa, alegando fins exclusivamente pacíficos e o direito legítimo de enriquecer urânio.
No entanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável por monitoramento nuclear, detectou níveis de enriquecimento acima do permitido por acordos internacionais, embora não tenha encontrado provas de uma bomba.
Trump declarou que gostaria de ver inspetores da AIEA, ou de outra entidade “confiável”, verificando as instalações nucleares bombardeadas pelos EUA no fim de semana passado — Natanz, Fordow e Isfahan, consideradas as principais do Irã.
Desde o início do cessar-fogo, a AIEA tem solicitado acesso a essas instalações para avaliar os danos e medir os níveis de radiação, mas o regime iraniano vem resistindo.
Nesta sexta, o Irã chamou o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, de “inconveniente, até mal-intencionado”, e anunciou a suspensão da cooperação com a entidade após a guerra.
