Suprema Corte da Argentina confirma condenação da ex-presidente Cristina Kirchner, que deverá cumprir pena de prisão

Cristina Kirchner - Foto: Gustavo Garello/AP

(OHF) – A Suprema Corte da Argentina determinou nesta terça-feira, 10, o cumprimento da pena de prisão contra a ex-presidente do país, Cristina Kirchner.

A decisão veio após a rejeição do último recurso apresentado por sua defesa, que tentava anular a condenação por corrupção. Com isso, ela pode ser presa a qualquer momento.

A ex-presidente foi sentenciada a seis anos de prisão por favorecer um empresário da província de Santa Cruz — reduto político dos Kirchner — que venceu 51 licitações de obras públicas durante seus mandatos.

Ela também foi acusada de liderar uma organização criminosa e de cometer fraude administrativa entre 2003 e 2015, período que inclui o governo do marido, Néstor Kirchner, e seus dois mandatos na presidência.

A condenação, que já havia sido confirmada por duas instâncias inferiores da Justiça argentina, torna Cristina inelegível.

Na semana passada, ela havia anunciado a intenção de disputar as eleições legislativas de setembro como candidata a deputada pela província de Buenos Aires — plano agora inviabilizado.

Cristina recebeu a notícia da decisão na sede do Partido Justicialista, na capital argentina, onde dezenas de apoiadores se reuniram em frente ao prédio em solidariedade.

Após o anúncio, ela convocou a população a protestar contra o que considera uma perseguição judicial. De acordo com o jornal Clarín, houve bloqueios em estradas que dão acesso a Buenos Aires.

A ex-presidente nega todas as acusações e afirma que o processo foi manipulado desde o início. “A sentença já estava escrita”, declarou na época, acusando o tribunal de agir como um “pelotão de fuzilamento”.

Embora a pena seja de prisão em regime fechado, Cristina, que tem mais de 70 anos, pode solicitar a conversão para prisão domiciliar.

Ela governou a Argentina de 2007 a 2015 e voltou ao poder como vice-presidente no governo de Alberto Fernández, entre 2019 e 2023.

Segundo a acusação, o esquema de corrupção liderado por Cristina Kirchner causou um prejuízo estimado em US$ 1 bilhão aos cofres públicos.

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