Governo Trump proíbe Cristina Kirchner de entrar nos EUA por ‘envolvimento em corrupção’

O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 21, que a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner está proibida de entrar nos Estados Unidos.

A decisão foi justificada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, devido ao “envolvimento em corrupção significativa durante seu período em cargo público”.

A medida também atinge o ex-ministro Julio Miguel De Vido e, segundo a imprensa argentina, os filhos de Cristina, Máximo e Florencia Kirchner.

Em nota, os EUA afirmaram que “CFK e De Vido abusaram de suas posições ao orquestrar e se beneficiar financeiramente de múltiplos esquemas de suborno envolvendo contratos de obras públicas, resultando em milhões de dólares roubados do governo argentino”.

A declaração também destacou que os EUA “continuarão a promover a responsabilização daqueles que abusam do poder público para ganho pessoal” e reafirmaram o compromisso de combater a corrupção “inclusive nos níveis mais altos de governo”.

Cristina Kirchner foi presidente da Argentina de 2007 a 2015, sucedendo seu marido, Néstor Kirchner, que governou de 2003 a 2007 e faleceu em 2010.

Ela não conseguiu eleger sucessor ao deixar a Casa Rosada, passando a faixa para Mauricio Macri. No entanto, retornou ao poder como vice de Alberto Fernández, que governou de 2019 a 2023.

Kirchner e Fernández, contudo, romperam politicamente durante o mandato.

Já De Vido foi ministro do Planejamento de 2003 a 2015.

Em 2022, Cristina foi condenada a seis anos de prisão por favorecer o empresário Lázaro Báez em contratos de obras públicas.

A sentença foi mantida em 2024, mas ela recorreu à Suprema Corte.

Kirchner foi acusada de liderar uma organização criminosa que desviou US$ 1 bilhão entre 2003 e 2015.

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