Israel lança ataques contra alvos do Hamas em Gaza após impasse sobre libertação de reféns

Israel lançou uma série de ataques contra alvos e líderes do Hamas na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, 18, pelo horário local — ainda noite de segunda-feira, 17, no Brasil.
A operação foi conduzida pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) em conjunto com a Agência de Segurança do país.
Essa é a primeira grande ofensiva na região desde o acordo de cessar-fogo firmado em janeiro entre o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o grupo terrorista palestino.
Segundo o gabinete de Netanyahu, a ordem para os ataques foi dada após o Hamas se recusar a libertar reféns mantidos em Gaza e rejeitar todas as propostas recebidas.
“Israel atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente“, afirmou o governo em comunicado, acrescentando que a ofensiva pode ser ampliada conforme necessário.
Testemunhas relataram à Reuters uma série de explosões ao longo do território palestino, resultado dos bombardeios israelenses.
Médicos que atuam na região informaram que ao menos 254 pessoas morreram, incluindo várias crianças, e muitas ficaram feridas. Esse número, no entanto, não foi verificado de forma independente.
O Hamas confirmou que um alto funcionário de segurança do grupo, Mahmoud Abu Watfa, foi morto durante os ataques.
Segundo a Reuters, as explosões foram registradas na Cidade de Gaza, em Deir Al-Balah, na região central, e em Rafah e Khan Younis, no sul. A Defesa Civil do território, controlada pelo Hamas, afirmou que 35 ataques aéreos foram realizados.
Uma autoridade do Hamas acusou Israel de romper unilateralmente o cessar-fogo, colocando os reféns em Gaza em um “destino incerto”.
Em resposta à ofensiva, o governo israelense impôs restrições a comunidades próximas à fronteira com Gaza, incluindo a suspensão das aulas nessas áreas.
Ataques menores já haviam sido registrados anteriormente. No sábado, 15, pelo menos nove pessoas morreram em um bombardeio no norte do território, segundo médicos locais.
O cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em 19 de janeiro e previa três fases: a interrupção total dos ataques e a troca de reféns mantidos pelo grupo terrorista por prisioneiros palestinos em Israel.
No entanto, a primeira fase expirou em 1º de março sem um acordo para a extensão da trégua. Diante do impasse, Israel interrompeu a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
Atualmente, as negociações para a segunda fase do acordo seguem em andamento, mediadas pelo Egito, Catar e Estados Unidos.