Trump diz que presença de Zelensky em negociações para encerrar guerra na Ucrânia ‘não é muito importante’

Presidente dos EUA, Donald Trump - Foto: Nathan Howard/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 21, que a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não é essencial nas negociações para encerrar a guerra no leste europeu, iniciada após a invasão russa.

Não acho que seja muito importante que ele esteja nas reuniões“, declarou Trump à Fox News Radio. “Ele está lá há três anos. Ele torna muito difícil fechar acordos“, acrescentou.

Nesta semana, autoridades dos EUA e da Rússia se reuniram na Arábia Saudita para discutir o fim do conflito, sem a participação da Ucrânia. A exclusão de Kiev agravou a crise entre os governos americano e ucraniano, que trocaram acusações nos últimos dias.

Na quarta-feira, 19, Trump chamou Zelensky de “ditador sem eleições” e sugeriu que ele buscasse um acordo rapidamente ou ficaria “sem um país”.

Em resposta, o líder ucraniano acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio americano, afirmando que “não poderia vender o próprio país”.

A mudança na postura dos EUA — que, sob o governo do democrata Joe Biden, eram o maior aliado da Ucrânia — gerou preocupação na Europa.

Só nesta semana, a França convocou duas reuniões de emergência para discutir a segurança do continente e o futuro da guerra.

Líderes europeus temem que a aproximação dos EUA com a Rússia leve a um acordo favorável a Moscou, consolidando a ocupação de territórios ucranianos.

Segundo eles, isso criaria um precedente perigoso para futuras agressões russas. Diante desse cenário, autoridades do bloco passaram a defender maior autonomia em segurança, reduzindo a dependência dos americanos.

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