Brasil aceita convite e ingressará na Opep+, anuncia ministro de Minas e Energia

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta terça-feira, 18, que o Brasil aceitou o convite da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para se tornar um dos “aliados” do grupo. A adesão, no entanto, tem gerado críticas de ambientalistas.

O convite ocorreu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Oriente Médio. De acordo com Silveira, a adesão à carta de cooperação dos países produtores de petróleo foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O ministro destacou que, apesar de entrar para a Opep+, o Brasil segue membro da Irena, a Agência Internacional de Energias Renováveis.

A Opep, fundada em 1960, conta atualmente com 13 países membros, como Arábia Saudita, Irã, Venezuela, Equador, Líbia, Nigéria, Catar e Emirados Árabes Unidos. Porém, grandes produtores como Estados Unidos, Canadá, China e o Brasil não fazem parte da organização.

A sigla “Opep+” refere-se aos “países aliados”, que não integram totalmente a Opep, mas participam de discussões e políticas relacionadas ao comércio de petróleo. Entre esses aliados estão Azerbaijão, Bahrein, Malásia, México e Rússia.

Em 2023, durante a COP28 em Dubai, Lula afirmou que a participação do Brasil na Opep+ seria crucial para “convencer os países produtores de petróleo de que precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis“.

A transição energética, com foco na redução dos combustíveis fósseis, tem sido uma das principais discussões nas conferências climáticas da ONU. Este ano, a COP30 será realizada em Belém, no Pará.

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