Líderes europeus fazem reunião sobre guerra na Ucrânia e defendem mais investimentos em Defesa ante ameaça da Rússia ao continente

Líderes europeus se reúnem em Paris, na França, para discutir a guerra da Rússia na Ucrânia - Foto: Reprodução

Líderes europeus se reuniram em Paris nesta segunda-feira, 17, para discutir a guerra na Ucrânia e alertaram sobre a necessidade de aumentar os investimentos em Defesa diante da ameaça russa.

A reunião de emergência foi convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e contou com representantes de diversos países, como Dinamarca, Reino Unido, Polônia, Itália e Espanha.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que “a Rússia está ameaçando toda a Europa agora”.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu o compromisso de enviar forças de paz após um eventual fim da guerra, com o apoio dos Estados Unidos, essencial para dissuadir a Rússia de novos ataques.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também defendeu mais investimentos militares e uma ação de paz na Ucrânia sob a chancela da Otan.

A reunião ocorre em meio a uma crescente desconfiança sobre o papel dos EUA nas negociações de paz.

O governo ucraniano teme que Washington possa negociar diretamente com a Rússia, excluindo Kiev dos diálogos.

Em declarações sobre o conflito, o presidente americano, Donald Trump, sugeriu que a Ucrânia teria “um lugar à mesa” nas negociações de paz, mas suas ações, como uma conversa direta com Vladimir Putin e a proposta de um encontro entre EUA, Ucrânia e Rússia, geraram desconforto na Europa.

Líderes europeus temem que concessões excessivas aos russos, como a entrega de territórios ucranianos, comprometam a segurança do continente.

A Otan também expressou preocupação pela falta de consulta prévia aos aliados sobre os planos de paz de Trump. Enquanto isso, os EUA questionaram os países europeus sobre a disponibilidade de tropas para implementar um acordo de paz e deixaram claro que a Europa faria parte das negociações.

A aproximação entre Trump e Putin também despertou preocupações em Kiev, especialmente em relação aos minerais valiosos localizados em áreas ucranianas ocupadas pela Rússia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem receio de que esses recursos, essenciais para a indústria eletrônica, possam ser entregues à Rússia sem garantias de segurança para o país. Em resposta, Kiev rejeitou uma proposta dos EUA sobre essas “terras raras”, pois o governo de Trump não ofereceu as garantias necessárias.

Nos próximos dias, autoridades dos EUA e da Rússia se encontrarão na Arábia Saudita para dar início às negociações sobre o fim do conflito.

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