EUA querem que Brasil e China enviem forças de paz à Ucrânia caso acordo de cessar-fogo seja alcançado, diz revista

A revista britânica The Economist revelou neste fim de semana que a administração de Donald Trump está considerando a ideia de países não europeus enviarem forças de paz à Ucrânia, com o objetivo de garantir a manutenção de um acordo de cessar-fogo, caso Kiev e Moscou cheguem a um entendimento.
Essa proposta visa interromper a guerra desencadeada pela invasão russa do território ucraniano.
O artigo, publicado neste domingo, 16, mencionou especificamente Brasil e China como possíveis contribuintes para essa força de paz.
A publicação destacou a decisão do presidente dos Estados Unidos de não convidar aliados da Otan para participar das negociações de paz com o presidente russo, Vladimir Putin.
“Autoridades americanas estão sugerindo um tipo diferente de força de manutenção da paz, incluindo países não europeus como o Brasil ou a China, que ficariam ao longo de uma eventual linha de cessar-fogo como uma espécie de proteção“, afirmou a The Economist.
Além disso, o artigo mencionou declarações do vice-presidente americano, J.D. Vance, que teria sugerido aos europeus que uma força exclusivamente europeia seria menos eficaz para dissuadir a Rússia de retomar ataques.
“Ivan Krastev, cientista político, brinca que a fronteira poderia ser chamada de ‘linha Trump’ para agradar à vaidade do presidente“, destacou a revista.
Contudo, a Rússia se opõe veementemente à presença de tropas estrangeiras na Ucrânia, o que implicaria que Trump precisaria pressionar Putin para que a ideia se concretizasse.
Este relato surge em um momento em que países da Otan, como Reino Unido, Holanda e Bélgica, discutem a possibilidade de enviar forças de paz à Ucrânia caso o cessar-fogo seja alcançado.
Por sua vez, Brasil e China ainda não se manifestaram sobre a proposta divulgada pela The Economist.