Brasil não terá tabelamento de preços nem ‘fiscal do Lula’ nos supermercados, diz ministro Rui Costa

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (foto), afirmou nesta sexta-feira, 24, que o governo federal descarta adotar qualquer “medida heterodoxa” para reduzir o preço dos alimentos nos supermercados.
Ele reforçou que não haverá congelamento de preços, tabelamento ou fiscalização, destacando: “Não terá fiscal do Lula [referência aos fiscais do Sarney nos anos 80] nos supermercados, nas feiras. Não terá rede estatal de supermercados, de lojas. Isso sequer foi apresentado nesta ou em qualquer outra reunião”.
Uma das alternativas em estudo, segundo o ministro, é reduzir o imposto de importação sobre comidas e bebidas que estejam mais baratas no mercado internacional do que no brasileiro.
“Todo produto que o preço externo estiver menor que o interno, vamos atuar. Se tornarmos mais barata a importação, vamos ter atores do mercado importando e ajudando a abaixar o preço do produto interno”, explicou Rui Costa.
O ministro também atribuiu a alta nos preços dos alimentos à inflação gerada por fatores internacionais, como a valorização do dólar e o aumento nos preços das commodities.
“O cenário não tem a ver com a economia brasileira, mas com os preços internacionais dessas commodities”, ressaltou.
A declaração foi feita após uma reunião de cerca de quatro horas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da área econômica no Palácio do Planalto.
O encontro discutiu possíveis medidas para reduzir os preços dos alimentos, questão que tem preocupado o governo desde o ano passado, quando pesquisas apontaram que o custo nos supermercados afetava negativamente a avaliação do presidente.
Assista à íntegra da entrevista do governo sobre o preço dos alimentos: