Após críticas, governo Lula descarta mudança na validade de alimentos

Ministro da Casa Civil, Rui Costa - Foto: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou conter, na noite desta quarta-feira, 22, a repercussão negativa gerada por declarações da própria gestão sobre possíveis medidas para reduzir os preços dos alimentos.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (foto), esclareceu o posicionamento oficial.

Pela manhã, em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, da EBC, Costa usou o termo “intervenção” para comentar estratégias de redução de preços, mas depois negou essa intenção, afirmando que o governo não pretende interferir diretamente na precificação.

Ele também descartou mudanças na regra de validade de alimentos.

Foram várias sugestões [do setor varejista] que estarão incluídas nessas análises que iremos fazer agora. Uma dessas sugestões é essa, e eles relataram lá a existência de prateleiras diferentes ou até de supermercados diferentes que vendem produtos com a validade vencida. Essa não é a cultura do Brasil, não é a prática do Brasil, então não vejo nenhuma possibilidade dessa sugestão específica ser adotada”, afirmou Costa posteriormente à CNN Brasil.

A proposta, apresentada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em 2024, defende a venda de itens não perecíveis — como biscoitos e massas — a preços reduzidos após a data de validade.

A ideia, porém, gerou críticas nas redes e foi usada pela oposição, que acusou o governo de incentivar o consumo de “alimentos vencidos” ou “comida velha”.

Costa reforçou que a discussão só seria válida para itens fora do consumo humano, como produtos de limpeza.

Ele também comentou a proposta de supermercados venderem medicamentos sem prescrição, ressaltando que o tema ainda será discutido com o Ministério da Saúde. “Isso já foi tentado no passado e não se implementou”, concluiu.

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